Lição
04 - Justificados Pela Fé (Romanos
3)
Introdução:
Na semana passada fomos deixados em um terrível estado! Nós decidimos que não
somos melhores do que aqueles pecadores “óbvios” e que os nossos atos
merecem a morte. Pior, não havia nada que pudéssemos fazer a respeito disso,
porque “ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência
à Lei” (Romanos 3:20). Nesta semana chegamos às boas novas – alguém já
fez alguma coisa a respeito do nosso problema com o pecado. Vamos correr para
Romanos e descobrir mais!
I.
Justiça
de Deus
A.
Leia
Romanos 3:21-22. O que precisamos para sermos justos? (Se acreditamos em Jesus,
a justiça vem a nós através da fé.)
1.
De
quem é esta justiça? (É a justiça de Deus.)
a.
Existe
uma justiça melhor do que esta?
2.
Note
que esta justiça vem “independente da Lei”. O que isso quer dizer? (Que a
lei não tem nada a ver com isso.)
a.
Considere
isto por um momento. Se guardar os Dez Mandamentos não na coisa alguma a ver
com a nossa justiça, isto muda a nossa atitude com relação à obediência?
3.
Note
mais uma coisa. Romanos 3:21 diz que a lei testifica
desta justiça de Deus. Se a lei não tem qualquer coisa a ver com isso, como
pode ser?
a.
Quando
você pensa em testemunho, o que te vem à mente? (Uma afirmação que prova a
verdade de algo.)
(1)
Qual verdade está
sendo questionada aqui? (A questão para os ouvintes de Paulo (e para nós) é
“Quem é Jesus?” Paulo argumenta que a lei (e os profetas) testificam
de Jesus como sendo a justiça de Deus para nós. Esta é a verdade que está
sob questão.)
b.
Como
a lei testifica de Jesus como sendo a nossa justiça? (De certa forma, nada
mudou e de outra maneira, tudo mudou. Sob o sistema do Antigo Testamento os
pecadores tinham seus pecados perdoados pela morte de um animal. Eles não eram
justos porque guardavam perfeitamente os Dez Mandamentos – eram justos por
causa do sacrifício. O sistema dos sacrifícios do Antigo Testamento, os Dez
Mandamentos, os profetas, todos apontavam para o novo sistema no qual Jesus
morreu por nossos pecados e viveu uma vida perfeita em nosso lugar.)
II.
Não
Há Distinção
A.
Veja
a última frase de Romanos 3:22. “Não há distinção.” Distinção no que?
(Lembre da semana passada, como estávamos olhando horrorizados todos os pecados
que aquelas “outras” pessoas cometiam – e concordamos que certamente elas
mereciam a morte! Então aprendemos que nós também merecemos a morte. Agora,
as pessoas boas (os judeus) e as pessoas más (os gentios) todos são salvos da
mesma maneira!)
B.
Leia
Romanos 3:23-24. Uma das coisas que dá ao ouro o seu valor é o fato de ele ser
raro. Qual é o valor da justiça de Jesus? (É de valor infinito.)
1.
Quão
rara ela é? (Deus dá a justificação “gratuitamente”. Todo aquele que
acredita pode tê-la.)
2.
O
que isso diz a respeito do meus esforços para ser
mais respeitável do que os outros? (Como veremos, a
obediência à lei é uma coisa boa, mas não faz nada para me salvar. Não me
torna mais digno da salvação. A graça é um dom gratuito, disponível para
mim, para santos e para depravados.)
C.
Leia
Romanos 3:25-26. Nada do que discutimos até aqui parece com qualquer tipo de
“justiça” que eu conheço. Todos os tipos de pessoas más são salvas
e isto não depende do grau de sua bondade ou maldade. Um Deus inocente sofre
pelos pecados de outros. Estes versos nos dizem (duas vezes) que este sistema
demonstra a justiça de Deus. Acabei de explicar por que isto não é verdade. Me
diga, por que você acha que é verdade? (Duas coisas: Primeiro,
quem está sendo prejudicado por este acordo? Deus! Se Deus está me
oferecendo um acordo inacreditável, então quem sou eu para dizer que isto é
injusto? Deus é o único que pode reclamar aqui. Segundo, o próprio fato de
que Jesus morreu pelos meus pecados demonstra que Deus leva o pecado a sério. A
justiça exige castigo.)
D.
Leia
Romanos 3:27. Você tem alguma razão para acreditar que é melhor do que
qualquer outro membro da atua igreja?
1.
Quando
me referi anteriormente a outras pessoas como “depravados”, isto foi impróprio?
(Todos nós merecemos a morte. Todos nós somos salvos unicamente pela justiça
de Jesus. Isto quer dizer que as diferenças entre crentes não fazem diferença
no que diz respeito à salvação. Portanto, ninguém pode se vangloriar
e ninguém pode rotular os outros (que é o contrário de se vangloriar).
2.
Vamos
deixar a salvação de lado por um momento. Assuma que você acredita (como a
maioria das pessoas) que é uma pessoa melhor do que outras pessoas que conhece.
Isto não á uma coisa da qual você pode verdadeiramente se orgulhar?
a.
Por
exemplo, e se você pode dizer que nunca mentiu? Nunca enganou alguém em uma
acordo de negócios? Nunca sonegou impostos ou enganou o cônjuge? E se
você ficou casado por 50 anos? Estas não são coisas das quais se orgulhar
– como um objetivo para encorajar outras pessoas?
(1)
Se você diz que
“sim”, então pense a respeito daquele evento pecaminoso (ou um problema
contínuo) na tua vida que você espera que ninguém (ou pelo menos não a
maioria das pessoas) fique sabendo. Como você se sentiria se isto fosse
conhecido? É por isso que ninguém pode se vangloriar. Podemos ficar aquém das
expectativas. Se você ainda duvida do teu problema com o
pecado a razão provável é que a tua consciência está cauterizada demais
para compreender a extensão do teu problema.)
III.
A
Lei no Pó
A.
Leia
Romanos 3:28-30. Por que Paulo pergunta se Deus também é o Deus dos gentios?
(Temos dois grupos. Um grupo tem trabalhado historicamente para guardar a lei de
Deus, e o outro grupo não sabia coisa alguma da lei de Deus antes de ser
convertido ao cristianismo. Paulo nos diz que ambos podem ser
justificados pela graça – e que isto não tem coisa alguma a ver com guardar
a lei. Deus trata a ambos da mesma maneira.)
B.
Leia
Romanos 3:31. Se você nunca leu Romanos antes, não
pensaria que a resposta para esta pergunta seria “sim”! Se a obediência à
lei não tem coisa alguma a ver com a nossa salvação, ela não é
“anulada”, do ponto de vista da salvação?
1.
Vamos
imaginar que você vai trabalhar de bicicleta. A tua única alternativa é
caminhar. Alguém te dá um carro e agora você vai para o trabalho dirigindo
– não é necessário mais pedalar. Seria justo dizer que a tua bicicleta foi
“anulada”?
2.
E
se alguém notar teu carro novo e disser “Aposto que você não precisa mais
da tua velha bicicleta.” Você poderia dizer honestamente que “Meu carro
novo confirma minha bicicleta!”?
C.
Neste
ponto, parece que obedecer a lei realmente não importa mais. Mas vamos voltar
um pouquinho. Começamos o estudo desta semana com Romanos 3:20, que diz que “é
mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado.” Esta é a
razão pela qual a lei é confirmada?
1.
Paulo
nos assegura que a lei ainda é importante. O fato de que Jesus obedeceu e
morreu em nosso lugar diz alguma coisa a respeito da importância da lei? Vamos
descobrir isso na próxima semana!
D.
Amigo,
e você? Já aceitou o dom gratuito de Jesus, a salvação? Tenho um amigo que costumava
me dizer que precisamos “limpar” algumas coisas antes de voltarmos
para a igreja. Ele nunca voltou. Você nunca será salvo, a menos que confie a
vida perfeita de Jesus para a tua salvação. Por que não pedir a Jesus para te
justificar agora mesmo? Para te tornar perfeitamente justo agora mesmo?
IV.
Próxima
Semana: Justificação e a Lei
Direito
de Cópia de 2010, por Bruce N. Cameron, J.D. Todas
as referências das Escrituras são da Bíblia de Estudo na Nova Versão
Internacional (NVI), editada em 2003 pela Editora Vida – São Paulo, a menos
que indicado de outra forma. As citações da NVI são usadas com permissão. As
respostas sugestivas encontram-se entre parênteses. As frases entre chaves {
} foram acrescentadas pelo tradutor e não constam no original.
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comentários referem-se às Lições da Escola Sabatina, publicadas em Português
pela Casa Publicadora Brasileira, cujo original pode ser encontrado semanalmente
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Tradução:
Levi de Paula Tavares